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Tuesday, 4 September 2018

Um dia no Dino Parque














Último dia de Agosto, mês tradicionalmente de férias. O início das aulas será em breve e nada como proporcionar às crianças , completamente fascinadas pelo dinossauros, um dia no Dino Parque, parque temático aberto este ano de 2018.
E foi assim que rumámos à Lourinhã, na última sexta-feira do mês, onde a chegada foi cerca das 11:30, ainda sem grandes filas de entrada nem um calor abrasador.
A surpresa  invadiu-nos ao entrar no Parque, bem como a sua organização . Não sei bem o que esperávamos, mas a satisfação foi muita.
Se nós, adultos estávamos visivelmente surpreendidos, o encantamento das crianças era muito , como se estivessem num outro tempo. 
O Gil não deixava que o telemóvel tivesse outra utilização a não ser a de fotografar; o Lucas procurava ler toda a informação para poder responder às questões do quizz, entregue à entrada. Nós fomos seguindo os trilhos, parando aqui e ali ( havia sempre algum espaço arranjado com mesas e bancos) para descansar e ir piquenicando os lanche previamente preparado.
No espaço de actividades, após a caminhada por trilhos devidamente sinalizado com informação relativa à época e aos tipos de dinossauros que íamos encontrando, deliciaram-se em Actividades de escavação de pequenos blocos com dinossauros ou fósseis no interior. Os instrumentos e explicações necessárias eram dada por pessoal do Parque. 
A jornada terminou pelas 15:30, cansados mas contentes e tendo feito aprendizagens importantes, que os entusiasmaram. 

Wednesday, 15 August 2018

Praia,hoje...

O sol escondeu-se na neblina
Cinzenta,
O calor passeia-se na praia,
Estende-se pinhal adentro,
Finta a teimosia solar,
Permanece no areal.

Estendem-se corpos
Na areia colorida
Com fatos de banho 
garridos, 
Chapéus de sol
Riscados,
Bolas insufláveis,
Saltitantes
De crianças traquinas,
de todos os tamanhos,
Vigiadas pela preocupação 
Materna... 
As letras dos jornais

Passam nos dedos dos pais.


E a areia continua colorida,
E o sol continua escondido,
E o calor continua vivo..
E a neblina continua comigo
Na esplanada.

Monday, 13 August 2018

Férias em Agosto...

E agosto tem passado rápido. Depois de uns dias de calor intenso, mas agradável no meio do pinhal, o tempo de oeste regressou... neblinas matinais com ar fresco soprando, chegada do sol por volta do meio dia que nos acompanha até ao anoitecer, quando um casaquito mais quente é requisitado pelo corpo. 

Tem sido sobretudo um tempo com amigos, que pouco permite actividades solitárias de escrita, de organização de fotos. Por outro lado, as palavras têm sido doces, as conversas como cerejas que se vão saboreando, sem contar , com recordações e projectos de viagens misturando-se num clima de amizade e desejos a cumprir, se o tempo e o dinheiro autorizarem.

As caminhadas pelas ruas bem conhecidas e cheias de passado , os cafés tomados nas esplanadas da praia e da vila, os livros trazidos, abertos e não acabados de ler, apesar das boas intenções, os almoços a desoras, porque , férias não conhece horários de qualquer espécie.ergas de gente sedentas de sol, com o Verão passando por aqui e por ali , mas não se quedando por muito tempo nestas bandas do pinhal.

Aguardemos por Setembro, por dias suaves, amenos . Até lá, continuam as férias. 






Wednesday, 4 July 2018

Palavras, palavras ,palavras...

Apetece-me escrever.Palavras,palavras, palavras. Palavras que reflectem sentimentos. Sentimentos de saudade, de melancolia. Sentimentos de alegria sentidos e por sentir. Uma paz inquieta domina-me o corpo e a alma. O corpo, sei o que é. A alma ou o espírito ou a mente ou seja lá o que for não sei o que é. É qualquer coisa que permanece sempre dentro de mim, na cabeça ou no coração ou em qualquer outro lado mas bem cá dentro, num cantinho a que só eu acedo e onde as palavras se misturam numa amálgama multi-colorida , de tons mais cinzentos ou mais vibrantes ou mais suaves... Uma amálgama de palavras-emoções de todo o tamanho e forma.Uma floresta de verde de árvores, um pomar de frutas saborosas, um prado de flores silvestres como as que brotam do pinhal depois de mãos criminosas o destruírem com fogo. Um fogo que tudo destrói e arrasta consigo o que se lhe atravessa no caminho. Mas também as imagens das labaredas assassinas nos atraem pela cor, pela explosão de cores vibrantes que saltam e ressaltam pelos céus. Uma beleza efémera. Passada a explosão de cores e sons, restam os cinzentos e castanhos vazios. E palavras de dor, de tristeza, vazias de alegria e cheias de raiva e ódio.
A mesma raiva que sentimos por nós próprios por não sermos capazes de usar as palavras certas nos momentos certos. A mesma raiva que sentimos por não termos compreendido  os sinais que outros interpretavam com clareza. E a beleza que antes percepcionávamos tão colorida também se acinzentou. Então, novas emoções renascem, tomam forma, crescem e os tons cinzentos vão-se esbatendo, ganhando outros tons como se de um arco-íris se tratasse.
E as palavras amontoam-se... deixá-las amontoar... deixá-las livres, soltas, sem sentido... são palavras... hoje apetece-me escrever...