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Saturday, 11 July 2009

envelhecer...

"Os sonhos mantêm aceso o fogo sagrado do coração.
Eles são a seiva da vida.
Nós envelhecemos, não porque o tempo passa, mas principalmente porque abandonamos os nossos sonhos"
Roberto Shinyashik

praia da consolação março 09
Uma frase comum que muitas vezes repetimos, embora com outras palavras. Não quero deixar de sonhar, nem abandonar aqueles sonhos que deram corpo á mulher que hoje sou. Mas confesso que, por vezes, é difícil continuar a sonhar...Há obstáculos que nos tapam os sonhos.. e temos de procurar frinchas por onde continuar a olhar...

Thursday, 23 April 2009

REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, 25 DE ABRIL - GRÂNDOLA VILA MORENA

Memória de um Povo, memória de quem ama a Liberdade.
memória de lugares calcorreados , de momentos inesquecíveis vividos, de sonhos alimentados e adiados, memória de quem quer continuar a sonhar.

Saturday, 8 November 2008

Viagem ao mundo do sonho

Perguntaram-me hoje se eu nunca sonhava. Uma questão curiosa tanto mais que penso que quem me fez a pergunta acredita que eu não sou capaz de sonhar. Só quem não me conhece ou quem nunca passou por este lugar pode fazer tal pergunta. A maioria das pessoas que me conhece realmente costuma dizer me que eu vivo no mundo dos sonhos e preciso, isso sim, de assentar os pés nesta terra tão maltratada. Esta pergunta deixou me inquieta... Será que já não distingo o sonho da fantasia? O sonho é algo que almejamos e pela qual lutamos, acreditando sempre que é possível concretizá-lo. O sonho é possível, a fantasia não. O sonho faz-nos crescer, a fantasia pode matar-nos. Eu posso sonhar com um amor total, completo e sei que um sentimento assim pode ser partilhado, mesmo que jamais venha a encontrar algu'em com quem partilhar tal sentimento. Mas eu não posso fantasiar um amor. A fantasia é (pode ser ) bonita mas é algo que transcende a realidade e que jamais pode ser concretizada. Se eu me entregar ao mundo da fantasia e tratar essa fantasia como um sonho possível, corro o risco de ir morrendo aos poucos por querer viver o que não posso ser, por querer ter o que não posso ter.

O sonho que nos alimenta não precisa ser secreto enquanto as fantasias têm muitas vezes de ser ocultadas dos outros.

Quanto à questão que me foi colocada, a resposta é simples : Sim, sonho e muito. Sonho com um sentimento de partilha total, sem segredos...

Sonho com um mundo solidário, em que as tristezas dos outros não nos deixem indiferentes, sonho com locais longínquos, que gostava de visitar, sonho com com cores, que procuro recriar com pincéis, com sons e músicas que me transportam para lugares diferentes, que me acalmam quando estou stressada, sonho com passeios à beira mar de mãos dadas com o meu amor, com brincadeiras de crianças sorridentes, que gosto de partilhar, com o meu jardim cheio de flores de cores variads, com o sol brilhando em dias de chuva, com palavras de amor sussuradas ...

Será que respondi à questão? Quanto às fantasias, deixo-as para outro post...

Monday, 13 October 2008

viagem ao mundo do sonho

" Que acontece a um sonho adiado?
Seca.
Como as uvas ao sol?
Talvez se curve
Como um fardo pesado,
Ou explode?"

Langston Hughes

Perguntas em forma de poesia que me fazem reflectir dolorosamente sobre tantos sonhos que vão ficar por cumprir. Quando esses sonhos não dependem só de nós próprios, nada mais resta que transformá-los ou esquecê-los ou matá-los ou secá-los ou fazê-los explodir...
Inda não sei o que fazer aos meus. Depois conto.

Wednesday, 24 September 2008

Cores de Outono

Uma árvore da minha adolescência
O Outono está aí. Mas o sol também. As folhas ainda não começaram a amarelecer por aqui. A areia ainda nos convida a um passeio , bem morninha debaixo dos pés descalços e sem a barafunda dos corpos estendidos ao sol. Só ao entardecer, uma aragem com cheiro a maresia faz questão de nos recordar que o verão está de partida. Vestir uma casaco leve, subir até a uma das dunas que rodeiam a minha praia e contemplar a imensidão do horizonte pode ser viciante para quem teima em sonhar com terras distantes, em imaginar novos lugares, em conhecer novas gentes, novos hábitos, novas culturas, por vezes bem antigas... Gosto do Outono...

Thursday, 24 July 2008

lugares de partida e chegada...

Um tarde cheia de gente, e de viagens que recordei... Tive de ir ao aeroporto esperar um familiar... A viagem até lá não me encheu a alma, mas aquele espaço, desordenado mas pleno de gente que vai e vem, de abraços de chegada e partida, de rostos risonhos e lacrimejantes , de crianças meio ensonadas pela espera, de jovens de mochila e executivos muito bem entalados nos seus fatos e gravatas, apesar do calor dominante, fez-me viajar até momentos de partidas e chegadas já vividas. Partidas para destinos diferentes, por razões bem distintas, mais ou menos agradáveis. Chegadas marcadas pela ansiedade, pelo desejo de regressar, mas sobretudo uma chegada que deixou marcas bem profundas na minha confiança no ser humano. Curiosamente, não senti angústia pela recordação, pelo contrário foi algo do género "inda bem que não me esqueci para não voltar a cair no mesmo erro" que me subiu pelos neurónios bem mais desejosos de pegar em malas e partir do que em ficar ali revivendo situações menos confortáveis.
Gosto de aeroportos pela fantasia que me permitem,pelos destinos escritos nos placards que despertam sempre o meu espírito de nómada. Só por isso.

Sunday, 18 November 2007

Palavras, palavras, palavras


Há palavras de todas as cores, tamanhos e formas. Por vezes só vemos palavras negras que logo se transformam em cinzentas para acabar num tonalidade forte, avermelhada do tamanho da lua cheia que só podemos contemplar de vez em quando e lá bem alto num céu cheio de estrelas bem pequeninas, cintilantes. Outras vezes, as palavras tornem-se azuis como o mar e vão e vêm nas ondas de espuma esbranquiçada que bate na areia ondulada. Luto por apanhá-las mas elas escapam-se-me por entre os dedos do teclado, enredam-se numa teia de fios no meu cérebro e recusam-se a sair, a fixar-se em forma de de idéias certas, claras, transparentes como cristais translúcidos e frágeis. Imagens nebulosas, pouco definidas emergem sem que eu saiba donde nem por que razão. As palavras não chegam para dizer se quero, se não quero, se hesito, se não hesito, se sei, se não sei. São palavras sem cores, sem formas aquelas que me povoam a cabeça.

Hei-de pintá-las com cores suaves, enchê-las de sentimentos bem definidos, dar-lhe uma forma mais ou menos definida. Até lá, medito... com palavras que não consigo dizer.

Wednesday, 1 August 2007

Domingo e Sonho




Flores e Bolos... Muitas flores de todas as cores. As cores do sonho da minha filhota e do seu companheiro, agora marido. Foi um domingo de calor, de amor, de cor. Foi também um domingo que me encheu a alma, seja lá isso o que for.