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Sunday, 28 March 2010

preguiça...


Ando mesmo preguiçosa... tenho de pôr esta "sala" em ordem. venho cá todos os dias, mas acabo por não escrever... mas palavras muitas "descansam" noutra "gaveta" desta casa...

Wednesday, 16 January 2008

uma túlipa...


Uma túlipa, um quadro que ocupou muito do meu tempo no final de 2007. As cores são tão necessárias à minha vida como o ar, o amor e a amizade. Cores quentes de África que vou rever por uns dias.

Wednesday, 26 September 2007

Paisagem berbere

Sul da Tunísia, interior a caminho de Matmata


Depois de tornar a minha mão europeia numa mão berbere, nada malhor do que um coktail delicioso no Hotel
Os contrastes da paisagem tunisina são incríveis. A caminho de Matmata, interior, sul, montanhoso, onde ainda há gente que vive nas casas cavadas nas montanhas, aproveitando alguns para ganhar algum dinheiro à custa dos turistas, a paisagem árida, desértica começa a impôr-se. A aridez tem uma beleza agreste, colorida de amarelo seco ou seja das cores desérticas que reflectem a luz e nos mimam com sombras de tudo... a imagem que pus no perfil é uma dessas sombras captadas. Ali, não há nada, apenas um pastor de quando em vez, um ou dois camelos (no sul, já perto do Sara, é que se vêem muitos...) e o infinito que parece dizer-nos bem baixinho:" vês, quanto és pequenina? que aconteceria se tivesses de viver aqui sem luxos, sem supers, sem net? "
Aqui, percebemos , se quisermos (há quem se recuse a ver a realidade...)que tudo é efémero na vida e que gastamos demasiado dela em futilidades e preocupações que pouco ou nada têm a ver com a essência da natureza, com as diferentes realidades culturais marcadas todas elas pela geografia dos lugares. Afinal, nós vamo-nos adaptando às condições que nos rodeiam.
E como em Roma, sê romano, na Tunísia fui berbere. Gostam da minha mão tatuada com henna, pintada cuidadosamente por um árabe bem moreno que me fez um preço especial? (Acho que fui enganada, mas valeu pelos momentos boa disposição que nós passámos ali, ele pintando a mão e conversando e o meu ELE tirando fotos. ) E a mão pintada serviu de passaporte para a comunicação fácil, mais uma vez.

Saturday, 25 August 2007

Palavras e Pincéis



As palavras são imprevisíveis. Soltam-se com facilidade, prendem-se na mente, cavalgam nas estrelas, aninham-se na alma, libertam-se sem que o desejemos, escondem-se quando precisamos delas.


São de todas as cores e formas, amarelas, azuis, encarnadas, negras, redondas, quadradas, rectangulares e às vezes não têm cor nem forma. Amo -as e odeio-as numa amálgama de sentimentos contraditórios, paradoxais mesmo. Não consigo viver sem elas nem com elas. Há dias assim, em quero escrever mas não sei o quê, em que me apetece falar de emoções, mas não sei de quais e as palavras fogem diante dos meus olhos, escapam-se por entre os dedos no teclado ou pelos neurónios, habitantes permanentes no cérebro cinzento que palpita dentro da minha cabeça.


Quando busco por palavras bem bonitas, capazes de descrever estados de alma mais felizes, não as vejo. Parece que estão ali, quietas, zombeteiras, troçando --- que pirosa, são só palavras, és mesmo tonta, ... pára com tanta cretinice. Mas se as procuro para falar de tristezas, de misérias, de desilusões e desencantos, ei-las que saltam, fervilhando por entre os dedos, desfiando emoções, cores e formas e cantando - que bem sabes expressar os teus sentimentos, que cores sugestivas têm as tuas descrições, que comparações e analogias utilizas tão facilmente...


As palavras são traiçoeiras. São belas. São fiéis. São feias. São mundos de sonho e sonhos do mundo. São alegria e tristeza. São suor e lágrimas. São sorrisos e gargalhadas. São Sol e Lua.


Sempre que as palavras fogem de mim, procuro os pincéis , as tintas, as cores, as telas.


Hoje, as palavras esconderam-se e eu procurei refúgio no meu mini-atelier.