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Sunday, 3 June 2018

País do Sol da Meia-noite (4 - Alesund )

E Alesund foi o último Porto onde atracámos antes da chegada a Hamburgo. O Porto fica dentro da cidade que podemos avistar do barco . Saímos do barco como se de um autocarro e estamos no centro . Uma cidade lindíssima, acolhedora onde podemos caminhar durante horas . A cidade de que mais gostei , sem dúvida ! Gostava de lá voltar e andar de barco correndo todas as ilhas que fazem parte da cidade .
Uma cidade onde os prédios de ArteNova se impõem como se caminhássemos num museu ao ar livre . Uma cidade de Arre Nova ! Flores ornamentam algumas ruas e os Trolls, símbolos nórdicos estão por todo o lado , acompanhados sempre da bandeira norueguesa.




País do Sol da Meia Noite ( 3 - Tromsö e Trondheim) 

Chegámos a Tromsö, cerca das 13 horas. Uma paisagem fabulosa. Uma cidade encaixada em fiordes, com montanhas várias  salpicadas de neve. O sol estava meio escondido mas  a luz continuava feérica e o topo das montanhas reluzia com o brilho da neve branca , por vezes, ensolarada. Uma aragem fresca soprava mas nada que se comparasse ao vento frio sentido no Cabo Norte. Aliás, o clima mudava muito rapidamente. Do sol brilhante ao cinzento claro de nuvens amareladas com o sol por trás passava-se num ápice.A serenidade habita a Noruega. Não duvido que a calma nórdica está relacionada com o clima e a paisagem de "postal ilustrado". De tarde, saí pela cidade. Uma vista panorâmica com uma paragem na Catedral Ártica, símbolo da cidade. O Aquário Ártico - Polaria- foi  muito interessante, essencialmente pelas demonstrações ali presentes, ao vivo, permitem  ver as causas de poluição do planeta e dos mares, pondo em risco algumas espécies .

 E Trondheim foi a cidade seguinte que visitámos, no Dia Nacional da Noruega. Era dia de Festa Nacional, com desfiles e mais desfiles com famílias inteiras , dos avós aos bebés, usando fatos tradicionais. O trânsito era caótico o que impediu uma caminhada pelo centro da cidade mas a possibilidade de assistir ao modo genuíno de como este Dia Nacional é celebrado foi simplesmente encantador. O Museu ao Ar livre, onde encontramos a Noruega de há muitos anos, foi uma das visitas que mais nos entusiasmou, tal como o desfile que ali pudemos presenciar.


País do Sol da Meia Noite (2 Cabo Norte) 

A chegada a Hōnningsvag  foi simplesmente indescritível... a navegação era feita por entre os fiordes... a paisagem de um lado e doutro deslumbrava -nos enquanto o sol radioso insistia em permanecer no horizonte, bem brilhante, sem dar qualquer sinal de querer esconder-se.
A neve salpicava os montes e montanhas que íamos ladeando. O barco, gigante e imponente, insinuava-se por entre ilhas e ilhotas, rumo ao porto, pequeno demais para que pudesse atracar ali.
Ficou , ao largo, e foi de lancha que chegámos a Honningsvag, cidade pequena, cercada de montanhas e ponto de partida para o Cabo Norte.
E o Sol não se escondeu... e eu parecia hipnotizada pela cor, pelo brilho, pela luz que continuava bem intensa ,  contrastando com a brancura da neve e com o vento que nos fustigava , quase nos impedindo de chegar ao padrão assinalando o ponto mais a norte da Europa.
Regressámos ao Barco, cerca das 2 horas da manhã, com um sol radioso  que nos transportava para um meio- dia da nossa rotina.
As renas passeavam pelos montes, escavando buracos na neve, à procura de algo para comer.
As duas aldeias de pescadores , que visitámos, na Ilha de Mageroya, parecem lugares fantásticos, daquelas histórias de fadas e duendes  com que nos deliciávamos , em criança.
Não consigo imaginar como serão aqueles locais, hoje transitáveis e encantadores nos meses da Noite Polar...










Tuesday, 22 May 2018

País do Sol da Meia Noite (1)




Era um sonho alimentado pelo encanto que o pôr-do-sol sempre me provocou. " O sol a esconder-se no mar", como sempre dizia aos meus filhotes e. Netos nos passeios em que os levava ao entardecer , sempre que estávamos perto do mar.
O mar , na sua imensidão incontrolável, de cores mutantes e sempre em movimentos ondulantes, encantatórios, mesmo que zangado, fascina-me desde que me conheço e posso escolher os meus caminhos. E aí, os Fiordes da Noruega, envoltos em verde e branco pela neve que sempre alberga nas montanhas muitas que habitam aquelas terras longínquas no Norte desta Europa tão maltratada.
E foi esta  a motivação que me levou a ir até lá num navio, o Maraviglia, cruzando mares e navegando pelos fiordes até Honningsvåg, donde partimos até ao Cabo Norte, percorrendo, na medida do possível, a Ilha de Mageroy, com as suas duas aldeias de pescadores e em cujo interior, a neve nunca se esvai, e em cinco minutos o sol radioso dá lugar ao nevoeiro mais cerrado, deixando as estradas, ladeadas de neve com alturas de três a cinco metros, escondidas, abertas apenas para aqueles que ali vivem e habituados aquele clima duro mas misterioso. Como será viver por ali durante a Noite Polar? Não o consigo imaginar, sequer.
A primeira paragem foi em Molde, onde um norueguês, contactado através das redes sociais, nos aguardava no seu táxi e nos proporcionou uma vista fabulosa daquela região que o viu nascer e onde vive há muitos anos. À medida quê percorríamos aquelas estradas , a natureza impunha-nos o seu fascínio, superando as expectativas algumas vezes tidas. A serenidade reinava. A paz vivia ali. Não é possível alimentar violência em locais com tamanha beleza. Nenhuma pintura supera a natureza .
À medida que o barco se aproximava era um sonho que eu sentia concretizar-se. Mas muito mais encantada havia de ficar. A viagem estava começando.