Wednesday, 11 January 2012

na rua

A grande vantagem dos notebooks é podermos andar com eles e , em qualquer lado, escrevermos o que nos passa pela cabeça. estou a caminho do médico, mais exactamente fazendo horas numa esplanada, junto ao consultório. É estranho que, apesar do sol e de o frio não ser muito, a avenida está sem movimento. Parece que a crise afasta todo o mundo da rua, não vá o gosto por alguma compra tomar conta da cabeça e da carteira, cada vez mais vazia. Acendo um cigarro, enquanto os fundamentalistas não me proibirem de fumar numa esplanada, que afinal está a menos de um metro da porta de entrada do café, onde acabei de pedir uma patanisca e um carioca.

Antes de me sentar aqui, sózinha, contemplando o pouco movimento, não resisti em entrar e bisbilhotar numa loja chinesa, enorme, que  ocupou o espaço que foi, até há um ano, aproximadamente, um stand de automóveis. Foi nesse stand que comprei em 2000, um carro para a minha filha. O carro ainda se mantém na posse dela, agora casada e com 3 meninos lindos, mas o stand já não está lá. Fechou, como está acontecendo por todo o país a quem não teve a dita de nascer numa família endinheirada.   Nós, que alguns classificam de “classe média”, vamos ficando cada vez mais pobres ou melhor, menos “classe média” e “ainda remediados”, como diria o meu pai. Até quando ?

Ao contemplar esta pasmaceira, em que este país se tornou, confesso que anseio por uma revolução a sério. E que o Passos desapareça, e o Portas se afunde bem no mar alto. Por mim, não teria a mínima compaixão!

Bem, está na hora de ir até ao médico. Vou pagar o café e a patanisca e acabar o meu cigarro. Até logo.

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